
Mulher, carreira, família!!!
Algumas mulheres, por dificuldade em transitar em todos os papéis impostos pela Sociedade, buscam administrar a vida em etapas.
Se ocupam de um único interesse, deixando para outro momento da vida a construção de outros objetivos, como cursos, namorado, convívio com família e amigos.
Algumas amputam de sua vida o tempo para se relacionarem amorosamente, alegando que não podem neste momento administrar isso. Acreditam que depois poderão fazer, dali a cinco ou sete anos.
Geralmente têm uma vida administrada pelo trabalho e por procedimentos que dizem o que precisa ser feito em nome da carreira mas não em nome dela própria, enquanto ser humano.
Em determinado momento a maturidade vai chegar e, não me refiro à ter mais idade e sim a ter mais discernimento e bom senso nas suas escolhas, e vão se cobrar de coisas que deixaram de viver.
Seria como não viver a juventude em seu tempo certo, e dessa forma querer viver aos 40 anos, o que seria da época de seus 18 anos.
Não é a toa que mulheres de extremo sucesso afirmam não ter disponibilidade para construírem uma parte de suas vidas tão importante quanto à familiar.
Constroem um lado da vida sendo que o outro fica desproporcional, tamanha a evolução que adquiriu no mundo profissional.
Mas e aí ? O que fazer? Precisamos repensar esse desgaste com a finalidade de melhor adequar as condições de vida da mulher à sua natureza feminina, de forma a baixarmos o stress oriundo da tentativa constante de conciliar a vida própria, casamento, família, trabalho, cuidados com a casa, etc.
Quais são suas maiores preocupações?
Eis alguns pontos que frequentemente deixam as mulheres inquietas:
– No caso das mulheres que tem filhos, elas não confiam inteiramente na qualidade das escolas-creches em que precisam deixar as crianças ou ainda não confiam inteiramente na qualidade das profissionais que cuidam de seus filhos no lar.
Portanto, sentem-se culpadas com certa frequência principalmente quando algo fora da rotina ocorre, como uma doença, um tombo, ou algum conflito, cobrando-se imediatamente: “e se eu estivesse presente, tal fato teria ocorrido?”;
– Quando fica grávida e se torna mãe, seu conflito profissional começa, pois dificilmente terá compreensão e facilidades em decorrência da etapa de vida do recém-nascido que tanto necessita de cuidados maternos constantes no decorrer do primeiro ano de vida.
E mais ainda, nos três primeiros anos de vida do bebê, que são determinantes no bom desenvolvimento afetivo, psíquico, físico e social, quando poderá ser introduzido aos cuidados de terceiros responsáveis e da socialização no espaço escolar.
O que acaba ocorrendo é que as mulheres/mães acabam retornando ao trabalho precocemente, não permitindo a si e ao bebê algo que deveria ser levado em conta que é o respeito à natureza da mulher e às necessidades da criança.
Outras abandonam ainda sua profissão, não conseguindo driblar esta arte de conciliar toda uma complexidade de funções.
– Precisam da estabilidade para construírem esse universo, e por isso receiam ser atropeladas por uma separação e divórcio, onde esta segurança é abalada.
Portanto vivem intranquilas com a idéia de estarem “ficando para trás” no que se refere à profissão e à subsistência. Dessa forma, sentem a necessidade de estar preparadas para sustentarem a si e a toda uma estrutura que tenham construído.
– Ainda convivem com resquícios da dominação masculina de antigamente, sendo vítimas de ataques machistas no relacionamento conjugal, que as colocam em situações de escolha, cedendo muitas vezes em nome do vínculo, em nome do entendimento e manutenção do casamento.
– Mesmo atingindo postos de poder, controle, importância científica ou política, as mulheres ainda não ganham o mesmo valor que os homens na mesma condição.
Ainda reivindicam por um salário igualitário, uma vez que o seu trabalho realizado com tanta dedicação e esforço, muita vezes é superior ao do homem.
– Obter as mesmas chances de promoção e benefícios no trabalho, considerando-se as diferenças existentes entre o profissional homem e a profissional mulher, com mesmos direitos, sem colocá-la em plano secundário ao homem e sem reforçar uma competição.
Ainda está defasada a parte de cargos e salários que concebe o homem como provedor, justificando as chances de crescimento serem maiores para ele. Na verdade a realidade de hoje nos mostra que inúmeras mulheres já são “chefe de família”, ou são mais responsáveis que muitos homens.
Este item necessita ser reformulado, adequando-se à nova realidade e vindo de fato abraçar e contemplar a realidade feminina e não um mundo essencialmente masculino, onde mulheres vivem deslocadas e desprovidas de privilégios e de oportunidades.
Precisamos viver em um mundo onde as soluções não só precisem ser inteligentes como também venham respeitar o jeito de cada mulher.
O funcionamento de nossa Sociedade é infelizmente baseado num pensamento masculino e é necessário contemplarmos o pensamento feminino, para que assim muitas situações e períodos de vida possam ser adequados às nossas condições.
Se é justo que a mulher se realize profissionalmente, seria justo também que ela pudesse ter garantias de continuar suprindo a família e seu papel tão importante na Sociedade.
Se uma mulher administra a vida emocional de um lar e de seus membros, estimula a todos da família para seguirem seus objetivos, porque não fazer o mesmo por si mesma também?
Isso é algo para as mulheres começarem a pensar e fazer… E assim começaria uma grande mudança…
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