Como o corpo reage a mudanças de temperatura?

O inverno começou oficialmente em 21/06, mas já fazem alguns dias que estamos sofrendo com as baixas temperaturas em várias regiões do Brasil.

Mudanças bruscas de temperatura também costumam deixar as pessoas com imunidade baixa, aumentando o risco de doenças sobretudo para crianças e idosos.

Os cientistas explicam que o clima tem um efeito profundo sobre nossa saúde e bem-estar, sendo o inverno associado a surtos de pneumonia, gripe e bronquite.

No frio, o corpo gasta mais energia para se manter aquecido, e isso acaba reduzindo a capacidade de defesa do organismo.

Além disso, ambientes fechados, com pouca ventilação e com grande quantidade de pessoas, facilitam a transmissão de vírus.

Problemas respiratórios e cardíacos

O aumento de pessoas com crises por doenças respiratórias incide no aumento de pessoas com problemas cardíacos, pois o coração trabalha mais para bombear o sangue para o corpo, desgastando-o mais assim.

Para quem tem predisposição a ter problemas cardíacos, essa época é perigosa, portanto fique atento aos sinais de problemas respiratórios e consulte um cardiologista com frequência.

Para as pessoas que já sofrem de doenças respiratórias, a mudança brusca de temperatura é particularmente perigosa, fazendo com que problemas como asma e rinite se agravem.

As estratégias do corpo para se defender

Pesquisas apontam que quem sofre de rinite alérgica tem mais chance de desenvolver sintomas respiratórios e oculares quando exposto a alterações repentinas de temperatura.

Nesse caso, os pacientes relatam coceira e ardor nos olhos, além de falta de ar. As vias aéreas são preparadas para permanecer numa temperatura constante.

Por isso, mudanças bruscas de temperatura podem gerar irritação, mesmo em quem não sofre de asma e rinite.

Apesar da sensação de sede diminuir, a importância do líquido para o organismo é muito grande.

O consumo de cerca de dois litros nesses dias mais frios é importante para evitar problemas renais, doenças de pele e desidratação.

Além disso, é recomendável que todos tomem vacina contra gripe, se alimentem e durmam bem, se agasalhem e deixem o ar circular em locais fechados.

Alteração de humor

Também há indícios científicos de que o clima pode afetar o humor, que é o chamado transtorno afetivo sazonal e é um tipo de depressão que geralmente se manifesta no outono e no inverno.

Esse transtorno pode ser causado por alterações no relógio biológico e no equilíbrio químico do corpo.

Nas estações mais frias, os níveis de melatonina e serotonina – que regulam o humor e o sono – podem ser afetados, levando à depressão.

As pessoas que vivem em climas frios são mais propensas a desenvolver o transtorno afetivo sazonal, devido ao menor número de horas de luz solar durante o outono e o inverno.

Um estudo recente também sugere que temperaturas mais altas ou mais baixas podem afetar nossa capacidade de tomar decisões complexas.

Isso tem a ver com a regulação da temperatura corporal. Enquanto no calor, suamos, para manter uma temperatura interna saudável, no frio, trememos para evitar a hipotermia.

No entanto, resfriar o corpo parece requerer mais energia que aquecê-lo.

Assim, no calor sobra menos energia, em forma de glicose, para o cérebro, afetando os processos mentais.

Com relação a nossa pele, o frio e a diminuição de umidade podem levar a desidratação e a descamação, que podem ser acentuadas por exposição a banhos quentes e excesso de sabonetes.

Portanto, quando a próxima onda de frio chegar, você já vai saber como se proteger para ficar da melhor forma possível durante essa estação.

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