Guardar dinheiro para situações imprevistas e emergências é algo fundamental dentro do conceito de educação financeira.
A vida pode ter momentos bem complexos para que você aposte que nunca precisará disso.
O Brasil não é um país que normalmente valorize a educação financeira e incentive o costume de poupar, e por isso milhões de brasileiros continuam sofrendo para pagar as contas.
É por conta disso que, menos da metade da população consegue lidar com os imprevistos nos tempos de crise.
É quase certo afirmar que a maior parte das pessoas não possui capital suficiente para, rapidamente formar a reserva de emergência com um capital para pelo menos 6 meses de seus gastos.
Por isso, é de se esperar que essa reserva seja formada ao longo do tempo.
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a reserva de emergência é para ser usada em situações específicas, e por isso mesmo é preciso ter disciplina para não utilizá-la em outras situações de simples consumo.
Mesmo que surja uma oportunidade “imperdível”, é preciso ter a consciência de que a reserva de emergência é intocável, afinal, nunca sabemos quando uma despesa extraordinária pode surgir.
Se nossa preocupação for com relação a perda de renda, o mais confortável seria economizar o valor equivalente a 12 meses de despesas para profissionais autônomos e de pelo menos 6 meses de despesas para profissionais da iniciativa privada, com carteira assinada.
Sendo assim, se a pessoa tiver um gasto mensal equivalente a R$ 1.500,00, ela deve ter uma reserva de pelo menos R$ 9.000,00 se tiver carteira assinada, e de pelo menos R$ 18 mil se for profissional autônomo.
Agora vamos lá. Vamos ver como se organizar e criar sua reserva de emergência o quanto antes.
Mas lembre-se sempre de estabelecer metas realistas.
Passo 1 – Relacione todos os seus gastos
Faça um controle bem detalhado, de pelo menos três meses, de todas as despesas da família. Faça o mesmo com suas receitas liquidas.
Passo 2 – Identifique os gastos supérfluos e os necessários
A primeira coisa que precisamos fazer para criar nossa Reserva de Emergência com rapidez, é obviamente reduzir gastos.
Por isso, agora que você já sabe como está a situação financeira familiar, reúna a família e, juntos, façam uma análise profunda, identificando os itens que poderão ser cortados.
Você vai se surpreender com a quantidade de itens que podem ser negociados ou cortados de imediato, como: cesta de serviços e tarifas bancários, anuidade de cartão de crédito, valor mensal cobrado pela operadora de telefone, entre outros.
Depois disso, identifique os gastos que podem ser reduzidos como roupas, restaurantes, estacionamento, etc.
Ao final, é importante fazer uma lista em ordem crescente de quais são os gastos prioritários. Isso ajuda muito a separar o importante do supérfluo.
Passo 3 – Estipule um valor mensal a ser guardado
Com algumas despesas cortadas e algum dinheiro “sobrando” por conta da priorização mais inteligente, já é possível começar a guardar.
Defina um valor fixo mensal a ser poupado ou um percentual da renda familiar para começar a guardar.
Ainda que este valor seja pequeno, é importante realizar este passo para que a rotina do investimento seja estabelecida.
Uma dica dos especialistas, é destinar pelo menos 5 ou 10% de sua renda líquida mensal para constituir a sua Reserva de Emergência.
Mas se isso não for possível, comece com 1%, depois passe para 2%, 3%, e assim por diante.
O importante é começar e tentar aumentar progressivamente até atingir o objetivo (valor) necessário.
Passo 4 – Escolha o investimento adequado para você
Decida qual será o destino dado ao dinheiro poupado.
Aqui é necessário levar em consideração o perfil do investidor: se é conservador, moderado ou agressivo.
Além do valor a ser aplicado, você deve levar em conta a sua experiência como investidor.
Você ainda vai ter que levar em consideração as questões tributárias como impostos e custos administrativos que precisam ser compreendidos.
Considerando que a maioria das pessoas tem perfil conservador e que a reserva de emergência precisa de acesso imediato, liquidez e baixo risco, uma boa opção que combina renda, segurança e liquidez são os títulos públicos.
Um site que pode ajudar muito se você for um investidor iniciante é o Me Poupe.
Com uma linguagem simples e argumentos diretos, você vai aprender rapidamente onde guardar seu dinheiro.
Num primeiro momento, enquanto você ainda está aprendendo, um bom lugar para guardar as primeiras economias, são as contas remuneradas de bancos digitais que hoje são bem populares e bem conhecidas.
Passo 5 – Tenha foco para atingir a sua meta
A cada 6 meses pelo menos, faça uma nova avaliação da situação financeira da família para verificar como está o crescimento da reserva de emergência, e para saber se já é possível considerar novos investimentos e ter outros objetivos e metas.
Analisar com frequência é importante para observar se a velocidade de crescimento da reserva está de acordo com as suas expectativas ou necessidades, e acima de tudo, permitir ajustes.
Você pode, por exemplo, guardar um pouco mais em meses que tenha uma renda extra, como restituição do IR ou mesmo quando você conseguir vender algum item seu que não usa mais.
Conclusão
A reserva deve ser utilizada APENAS em casos essencialmente emergenciais.
Você deve entender que jamais deverá utilizar este dinheiro para realizar um desejo de consumo.
Situações extremas como perda do emprego, doença na família (em que o tratamento não é coberto pelo plano de saúde), falecimento do responsável pelo pagamento de contas são exemplos.
Também pode ocorrer um acidente de carro e a necessidade de cobrir a franquia do seguro, ou uma reforma inesperada no imóvel da família, por conta de uma infiltração (por exemplo).
Esses são alguns exemplos de situações emergenciais que podem ocorrer na sua vida.
O sucesso na criação da reserva de emergência e, consequentemente, no hábito de investir com regularidade está intimamente ligado à duas características que, se você não tiver, vai ter que desenvolver: disciplina e persistência.
Montar uma reserva de emergência deve ser uma das principais etapas para um planejamento financeiro de sucesso.
Tendo uma quantia disponível e aplicada com inteligência em investimentos com alta liquidez e baixo risco, você estará seguro caso ocorra algum imprevisto e poderá ainda assim honrar com seus compromissos financeiros.
Com o passar do tempo e à medida que você for aprendendo mais e investindo com mais frequência, você poderá aplicar em instrumentos financeiros mais avançados e mais rentáveis, acelerando assim não só a construção de seu fundo de reservas, mas também criando estratégias para acelerar o crescimento de seu patrimônio.
O importante é começar e valorizar a educação financeira, e nunca mais perder esse hábito!
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